domingo, 21 de fevereiro de 2010

[caption id="attachment_624" align="aligncenter" width="300" caption="Dragon Age"][/caption]

Ah, Dragon Age: Origins. Definitivamente mereceu os prêmios que conquistou (dentre eles RPG do Ano, Jogo do Ano para PC e Melhor História) e neste post venho a explicar como uma aventura aparentemente comum torna-se a viagem mais épica já retratada em termos de um CRPG medieval. Claro, temos Mount and Blade, mas em termos de RPG? Dragon Age: Origins é a opção mais correta se você estiver procurando horas e horas de pura emoção, tensão, batalhas, traições e romances.




[caption id="" align="aligncenter" width="439" caption="Archdemon"][/caption]

Você será conhecido, durate sua aventura, como The Warden, porém o verdadeiro início de sua aventura pode se dar em localidades diversas, uma vez que existem seis inícios diferentes, de modo que você não tem como concluir "100%" do jogo logo de cara. Os finais, bem como romances e determinadas decisões, são bem diferentes entre si também. Durante sua árdua jornada você auxilia na escolha de reis, decide o destino de raças e até mesmo se "mete" entre guerras de "facções" que duram séculos. Tudo isso enquanto luta contra a terrível ameaça do Archdemon, que guiou as criaturas chamadas de Darkspawn para a superfície. Veja, originalmente eles permanecem por séculos cavando e procurando por um guia, um líder no subterrâneo, perto das cidades anãs (os mesmos lutam contra Darkspawns numa base praticamente diária). Você enfrenta o que é a 4ª invasão, ou Blight, e tem por dever impedir a mesma antes que ela comece. Parece um desafio complicado, não? Acredite. É mais que isso.




[caption id="" align="aligncenter" width="461" caption="Você está em Ferelden, canto inferior direito."][/caption]

A área do jogo se restringe a Ferelden, embora até isso seja muita coisa. Como pode-se notar, o mapa do local onde o jogo (como um todo) se passa é enorme, e como Dragon Age está apenas em seu tenro começo (assim todos nós acreditamos), podemos esperar muito chão para se andar. Se bem que, em Dragon Age: Origins o que não falta é chão. Caminhando de cidades grandiosas a florestas élficas, passando pelo majestoso reino subterrâneo dos anões e subindo por torres e fortes tomados por demônios, certamente você irá querer parar para descansar de vez em quando. Sim, é uma jornada cansativa. Agora, onde descansar de modo correto? Você poderia tentar uma taverna, mas raramente há como descansar de fato em uma. Para dormir e recuperar suas energias, existe o acampamento (localizado no canto superior direito do World Map quando você abrir o mesmo para viajar), lugar aparentemente imune aos ataques de Darkspawn. É também um excelente lugar para convesar com seus companheiros de time, criar laços etc. Isso é extremamente importante, uma vez que quanto mais eles gostarem de você, mais bônus eles ganham. Tenha em mente que suas decisões nem sempre agradam a todos, portanto pondere com cuidado.

[caption id="" align="aligncenter" width="459" caption="Orzammar, capital anã em Ferelden - Concept Art"][/caption]

Sobre os gráficos de Dragon Age: Origins não há muito o que dizer, são bons, de fato. A riqueza deste jogo (graficamente falando), porém, encontra-se nos detalhes do ambiente. Cada mapa foi pensado de modo a se encaixar com a população que lá habita. Certo, todo jogo deve ser assim, mas em DA:O há um "quê" especial, de modo que você começa sem saber praticamente nada de nada. Com o passar do tempo, cada observação de itens/locais culturalmente importantes, como marcas na parede de Orzammar, estátuas de divindades élficas ou livros espalhados poraí adicionam-se ao seu Codex (além de uma quantidade de experiência). Isto ajuda muito a enriquecer o ambiente de DA:O, de tal forma que você realmente se sente vivendo naquele país agora devastado por monstros, demônios e aberrações.




[caption id="" align="aligncenter" width="467" caption="High Dragon"][/caption]

Agora, o combate... Bem, quem já jogou um jogo da Bioware tem uma certa noção de como é o combate em todos eles. Sim, houve uma evolução meio brusca (porém positiva) no mesmo e creio que DA:O possui o melhor sistema de combate dentre os RPGs da Bioware. Sim, na versão 1.00 existem uns bugs (como uma quase-invencibilidade para Arcane Warriors), mas nada que não tenha sido consertado em updates. As lutas são sempre em tempo-real, porém você pode "pausar" as mesmas e coordenar as ações de seu grupo, ou controlar um membro do grupo. Para os que pensam que o jogo é um bom "hack'n slash", enganam-se. Os combates são muito mais estratégicos, mas isto não tira em nada a diversão de DA:O. Quanto as classes, bem, basicamente existem 3. Porém, cada personagem pode ter até 2 das 4 especializações, tornando o jogo ligeiramente variado.

[caption id="" align="aligncenter" width="469" caption="Templar VS. Demon"][/caption]

A trilha sonora é incrível, sem mais. Como um filme, a mesma muda em momentos-chave de modo que você realmente sente a emoção do momento. Exceto, claro, se estiver jogando por jogar. Com centenas de horas necessárias para se completar o jogo com 100%, Dragon Age: Origins é um dos RPGs que entrou para a lista dos "necessários" (como quase todos da Bioware), realmente parecendo um "sucessor" de Baldur's Gate 2. Realmente merecedor do prêmio "PC Game of the Year - 2009", Dragon Age: Origins é uma de minhas muitas recomendações para amantes de RPGs com boas histórias e diálogos.

Tentando conseguir 100% de DA:O,


Amortax.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

[caption id="" align="aligncenter" width="384" caption="Castle Crashers."][/caption]

por Amortax


Ah, jogos multiplayer. Embora muitos gostem de "mergulhar" em jogos sem ninguém por perto, não há quem resista a magia e o encanto em se jogar com outras pessoas. Seja de modo completamente aleatório, com pessoas que nem conhece, ou um amistoso entre velhos amigos, jogos multiplayer são sensacionais. Quem não gosta de dar um "headshot" e ouvir uma exclamação de injúria (ou pior) da pobre vítima? Aqui, irei dissertar sobre os jogos que fizeram minha alegria pessoal em multiplayer e, creio eu, a alegria de muitas pessoas ao redor do mundo. São muitos, mas tentarei me focar nos que possuem um maior potencial de... Divertimento, por assim dizer. Nesta primeira parte, apenas os saudosos jogos do bom e velho Nintendo 64. Mesmo limitando, são muitos jogos, então vamos lá, caros jogadores de plantão!

[caption id="" align="aligncenter" width="403" caption="Super Smash Bros."][/caption]

Ah, Super Smash Bros. Um dos meus primeiros jogos para Nintendo 64, e um jogo que não me cansa nunca. Super Smash Bros. foi um "golpe" genial da Nintendo, que resolveu juntar seus personagens mais consagrados em um "quebra-pau" generalizado. E como funcionou, como funcionou! Recomendo fortemente que o(a) leitor(a) arranje 3 amigos(as) e caia na porrada, pois diversão é o que não falta! Um dos melhores jogos para se esbaldar no multiplayer, Super Smash Bros. possui estágios tematizados de acordo com seus personagens, portanto espere brigas de proporções épicas no meio de corridas do mundo de F-Zero, no castelo de Hyrule e até mesmo em cima da nave de Star Fox. Se eu fosse você, agendaria a sessão de porradaria o mais cedo possível.

[caption id="" align="aligncenter" width="378" caption="Conker's Bad Fur Day"][/caption]

Como single-player, Conker's Bad Fur Day impressiona. Conker, para os que não conhecem, é personagem de jogos sempre fofos e carismáticos, voltados para crianças (vide Conker's Pocket Tales), e estrela neste jogo como um esquilo alcóolatra, violento, machista e lotado de humor-negro. Um prato cheio para muitos jogadores. Como o primeiro jogo da Nintendo a ter uma faixa-etária de exclusiva para adultos (18+), Conker's Bad Fur Day conta com um sistema de multiplayer impressionante. Não pelos modos, pois muitos de nós estamos familiarizados com Capture the Flag, mini-games de corrida (em skates-a-jato em cima da lava, mas mesmo assim) e afins, mas não com sangue excessivo e ação em terceira pessoa frenética. Não no Nintendo 64, não naquela época. Certamente, um dos jogos com o Multiplayer mais divertido de todos os tempos. Esperando um convite para o mundo obscuro e perverso, porém colorido de Conker's Bad Fur Day? Sinta-se convidado.

[caption id="" align="aligncenter" width="384" caption="Mario Kart 64"][/caption]

Mario Kart 64, um clássico dos jogos de corrida até hoje! Muitos já profanaram injúrias (justas, por sinal) ao receber um casco vermelho na traseira, ao ser ultrapassado (ou até mesmo atropelado, vide estrela) ou até mesmo ao receber o tão temido casco azul (que persegue o primeiro colocado e literalmente explode nele). Mario Kart 64 é alegria garantida, e um dos primeiros jogos da Nintendo a iniciar a onda de "esportes Nintendísticos", onde vários personagens da Nintendo se juntam em algum tipo de esporte (corrida, futebol, tênis, golfe e afins), sempre gerando competições acirradas e memoráveis, principalmente se seus amigos participarem. Como mais um dos inúmeros jogos de multiplayer "necessários" na vida de qualquer jogador, Mario Kart 64 atinge a diversão, em alta velocidade!

[caption id="" align="aligncenter" width="333" caption="Goldeneye 007"][/caption]

Goldeneye inovou com seu multiplayer dinâmico, transformando os FPSs de consoles como conhecemos hoje em dia. Inicialmente era só mais um jogo baseado em mais um filme (excelente filme, se me permitem) e que ia ser mais um entre dezenas. Porém, com a adição do modo multiplayer, Goldeneye tornou-se um ícone dos jogos de tiro em primeira pessoa, trazendo muita diversão com seus 8 personagens (25 extras que são liberados conforme você joga) e inúmeras armas. Embora o controle do Nintendo 64 (famoso moedor de ossos) não seja lá essas coisas para se jogar algo "intenso" como Goldeneye (ou seu sucessor espiritual, Perfect Dark), os comandos e a jogabilidade não são alterados de forma alguma pelo mesmo. Pelo menos não de forma negativa. Ah sim, muito cuidado com a pistola de ouro.

[caption id="" align="aligncenter" width="372" caption="Mario Party 3"][/caption]

Como alguém pode se esquecer de Mario Party? Primeiro jogo da série a ter um modo de campanha (Story Mode), Mario Party 3 é diversão na certa. A terceira edição da "saga" conta com 70 novos mini-games que certamente farão suas mãos sangrarem enquanto deixam um sorriso em seu rosto. O jogo em si consiste num tabuleiro onde você rola o dado e avança as casas. Chegar a casa final é seu objetivo. Simples, não? Espere até ver a quantidade de itens existentes em Mario Party 3.  Em sua maioria usados para ajudar (ou atrapalhar) seus adversários, Mario Party 3 é um excelente jogo para se jogar com a família ou amigos, num clima mais "light" e relaxado.

[caption id="" align="aligncenter" width="400" caption="Perfect Dark"][/caption]

Aqui. Perfect Dark. Um dos melhores jogos de tiro em primeira pessoa existentes, até hoje. Certamente o foi na época. Em sua linha cronológica, é o último da série (com o primeiro sendo Perfect Dark Zero, para XBox 360), mas foi o primeiro a ser lançado. Se Goldeneye foi um marco nos jogos de tiro em primeira pessoa, Perfect Dark foi outro, sem dúvida. Não só o enredo sensacional, a jogabilidade melhorada ("emprestada" de Goldeneye) e as armas criativas (desde laptops que viram metralhadoras automáticas até rifles franco-atiradores com mira de raio-x), mas também os personagens em si, Perfect Dark é um jogo soberbo. Vale frisar que o jogo conta com inúmeros personagens e mapas bem interessantes e bem-feitos, assim como alguns mapas de Goldeneye. Sinceramente, não canso de jogar o multiplayer de Perfect Dark, é algo incrível, cheio de adrenalina, tensão e risadas. Mais uma pérola da Rare, Perfect Dark também merece ser jogado até que você esteja exausto.

Por agora só estes poucos, porém incríveis jogos mesmo. Na próxima edição, jogos que não podem faltar numa LAN-Party!


Amortax